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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A dúvida de Fernando Pessoa

"Quem escreverá a história do que poderia ter sido o irreparável do meu passado;
Este é o cadáver.
Se a certa altura eu tivesse me voltado para a esquerda, ao invés que para direita;
Se em certo momento eu tivesse dito não, ao invés que sim;
Se em certas conversas eu tivesse dito as frases que só hoje elaboro; Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro seria insensivelmente levado a ser outro também."

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Escolhas..

Baseado no texto “Escolhas da Vida” de Pedro Bial




Lembro-me que li uma vez que Sigmund Freud, o pai da psicanálise disse que os seres humanos não fazem escolhas, e que o livre-arbítrio é uma ilusão – Ele acreditava que nossas opções e ações são determinadas por forças inconscientes das quais nunca nos damos conta completamente, ou seja, conhecendo a ascendência genética e o ambiente de uma pessoa, poderemos dizer seu comportamento e até as escolhas individuais que fará.

Não sei se posso, mas não concordo com ele. Acredito que, nessa vida, só temos duas certezas: morrer e fazer escolhas. Pedro Bial diz que No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

Posso escolher em ser um Workaholic, ou apreciar as coisas simples da vida. Posso escolher ser feliz, ou me revoltar com o mundo. Não que uma opção seja melhor que a outra – mas temos que ter a consciência que uma escolha gera conseqüências, e que somos inteiramente responsáveis por elas.

“A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações”.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O pardal e a Águia


O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia.
Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração.
Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer.
Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser.
Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza…
Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão.
Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido.
Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente.
Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro.
Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o.
Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta.
A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
Por que estás a me vigiar, Andala?
Quero ser uma águia como tu, Yan.
Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.
E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho… - O pardal suspirou olhando para o chão… E disse:
Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar.
És tão única, tão bela.
Passo o dia a observar-te. E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.
Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas… Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente…
Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia.
Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos.
Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu.
Acredita! - E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias.
O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos.
Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho.
Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido.
É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu
coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre!
Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade.
Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles.
Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Manual de Sobrevivência do Ônibus

Se existe uma coisa que une brancos e negros, bonitos e feios, altos e baixos, jovens ou idosos e — porque não — pobres ou mais pobres ainda. Sim, porque ricos não andam de ônibus. Ou pelo menos não costumam andar, mas agora com essa crise pode ser que eles experimentem esse meio de transporte da massa mais economicamente desfavorecida.

Lição n° 1: Relação espaço e tempo
Para ser um motorista de ônibus não é necessário ser formado em física, nem ter conhecimentos técnicos de planos cartesianos e muito menos ter noções relativas sobre o tempo e o espaço. Logo, um dos principais problemas em se parar um ônibus é o fato de que ele NUNCA, eu disse NUNCA. Vai parar onde você pedir para ele parar. Vamos imaginar:
Você em um ponto de ônibus e lá longe se aproxima um. Você ansiosamente estende o seu braço pedindo “PELO AMOR DE DEUS” para ele parar ali no ponto onde você está. Acontece jovens iniciantes no mundo perverso do macro capitalismo. O motorista está cagando se você vai se atrasar pro trabalho ou coisa parecida. E o jeito dele demonstrar isso é não parando NUNCA onde ele deve parar. O ponto do ônibus serve apenas como uma demarcação mostrando onde ele deve parar. Mas já diziam os sábios… Dever não é poder (não bem assim a frase mas o texto é meu e eu edito-o do modo que achar necessário).

Lição n°2: O fator monetário
O ônibus embora não pareça, é uma câmara de tortura móvel. E um de seus principais algozes é ser que efetua as cobranças. Conhecido como O Cobrador. Existe uma conspiração histórica entre as empresas de ônibus e o fundo monetário nacional, uma conspiração feita contra você usuário. Uma conspiração que estipulou a seguinte meta: NUNCA COLOQUEM TARIFAS COM PREÇOS REDONDOS.
Sim, eles querem te ferrar, eles querem que você pense, some, subtraia, divida, multiplique. Por isso se foi aquele tempo que as passagens eram: 1 real, agora é R$ 2,95; R$ 3,32. Com o objetivo de fazer você pagar com notas altas e receber aqueles 3 quilos de moeda de troco.
Lição n°3: Os passageiros da gaiola do medo
É amigo, dia estressante no trabalho… Seu chefe te deu aquela bronca por uma cagadinha inocente que você cometeu. Você teve que ir à vários lugares na cidade, sua empresa não te cedeu um carro para fazer essas “viagens” e ainda por cima vão descontar do seu salário todas as passagens de ônibus que você usou nesse dia. Que merda hein? Sem contar que agora você ainda tem que ir embora pra casa em um ônibus lotado. Bem vindo ao clube, meu amigo!
Se existe um lugar pra se achar gente que está mais na merda do que você, esse lugar é o ônibus. Uma dica bem esperta do tio William é: Relaxem, não fique bravo com as pessoas que estão entrando no ônibus e tomando o seu espaço físico.
Aliás, aí está uma coisa interessante: quando o ônibus começa a lotar as pessoas começas a brincar de Tetris, já reparou? Elas vão se encaixando, e aí quando o ônibus lotou a brincadeira é tentar tomar o espaço da outra pessoa utilizando de métodos como bundadas, axilas com anti-transpirante vencido e a famosa tática do “dá licença”.
Cara, como assim “dá licença”? Não tem como se movimentar ali dentro! O ônibus é quase um pacote de café a vácuo agora e você vem me pedir licença? Ora, vai pedir licença para o motorista! Motorista esse que tenta contrariar a teoria de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Mas no ônibus dele pode sim!

Lição n°4:Necessidade X Prioridade
O ser humano por mais que viva em uma sociedade interdependente ele tem um espírito mesquinho quando entra em um ônibus. Sim, porque existem 3 tipos de passageiros de ônibus: O merecedoro conquistadoro torcedor.
merecedor acha que conseguiu um lugar para sentar no ônibus porque ele merece, ele trabalhou mais que todo mundo, ele pagou mais que todo mundo, ele pegou o ônibus bem antes do terminal para conseguir um lugar pra ele. Enfim, ele merece aquele lugar e não admite um aposentado ou uma gestante vir tomar o lugar dele.
conquistador geralmente é aquela pessoa que não é nem aposentado e nem gestante, e que sempre entra no ônibus quando ele está parcialmente lotado. Provavelmente ele sempre vai segurar uma porção de sacola, e é ai que a tática dele começa. O conquistador vai tentar convencer alguma pessoa que aquela sacola que ele esta segurando pesa 500 quilos. Logo, a pessoa ficará com pena dessa pobre pessoa lotada de sacola e oferecerá o seu lugar… Aí instantaneamente o ônibus lota.
torcedor é o pobre ser que sabe que existem bancos reservados para pessoas aposentadas, gestantes e pessoas com problemas de locomoção. Então, ele sabe que não pode sentar ali, mas não tem mais lugar pra sentar e ele não quer ficar em pé, automaticamente ele irá passar todo o percurso do ônibus torcendo para que não entre nenhuma pessoa nessa categoria.

Lição n°5: Enganando o cara da balinha (lição final)
“Boa tarde senhoras e senhores… Eu podia esta matando, eu podia estar roubando, eu podia estar me prostituindo… Mas não, eu estou aqui vendendo balinha de goma! Uma é R$ 0,50, duas por R$ 1,00 .”

Sim, agora além de você ter que encarar uma viagem de volta para casa, cheiros de origens duvidosas e pessoas se espremendo me vêm um ser desses com uma propaganda extremamente desanimadora sobre a balinha de goma. Uma pessoa comum entenderia e não iria comprar. Agora, um proletariado estressado de um dia de merda no trabalho entenderia essa propaganda mais ou menos assim:

“Boa tarde, senhoras e senhores… Eu podia estar matando, eu podia estar roubando, eu podia estar me prostituindo… Mas não, eu estou aqui para pedir que vocês gastem o salário de uma hora de trabalho em um produto que vai causar cárie nos dentes dos seus filhos e fará vocês gastarem todo orçamento da viagem de férias para Capão Redondo que estão planejando a anos.”



retirado de http://www.gargalhando.com/2010/02/09/manual-de-sobrevivencia-do-onibus/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Pequeno Príncipe [trecho]


É incrível como as vezes agente lê algo na internet que se encaixa perfeitamente com o momento atual das nossas vidas. Esse texto que irei postar agora, é um trecho de "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry.

" E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho.


Tu és bem bonita.

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- O que quer dizer cativar ?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
-Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.


Significa criar laços...


- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...


Mas a raposa voltou a sua idéia:


- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.


E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não sou como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...


A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:


- Por favor, cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!


Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.


Mas tu não a deves esquecer:

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." 

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Benefícios dos Games

Muitas mamães e papais por aí acreditam que o videogame é o inimigo número 1 deles quando se trata em educar seus filhos. Mas, depois de ler esse post, acho que a opnião dele(a) vai mudar nem que seja um pouquinho.
O que acontece, é que os games também tem os seus benefícios. Andei pesquisando sobre os games e descobri muitas coisas interessantes.

Por exemplo, jogar 3 horas de videogame por semana ajuda cirurgiões a aumentar a coordenação motora entre o olho e a mão, diminuindo assim, a possibilidade de haver erros em alguns tipos de procedimentos.
Descobri também, que algumas freiras na França, regularmente frequentam um Cyber Cafe para jogar games não violentos como "Bejeweled", "Bookworm" e "Chuzzle", afim de ter uma maior agilidade cerebral e coordenação motora.
E que alguns idosos nos EUA, preocupados com os custos mentais do envelhecimento, foram aconselhados por médicos e especialistas a jogar games de raciocínio rápido para estimular a atividade cerebral.

Nas crianças, benefícios como aumento significativo da atenção, coordenação motora, aumento da eficiência do cérebro e até cura de certas doenças como ambliopia podem ser curadas.
Portanto, quando lhe disserem que jogar games trazem males à saúde, discorde de imediato.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Absolutamente 'NADA'


Eu poderia escrever um poema agora..

Mas parece que não vai sair nada mesmo... =/


Poderia tentar escrever alguma reflexão...

Mas apago, reescrevo e... NADA.


Ou quem sabe talvez um texto com algum besteirol...

Mas não ando com um humor tão bom assim.


Quem dera se eu tivesse inspiração pra escrever algo de efeito...

Mas agora na minha cabeça, o NADA reina absoluto.


Taí, tô começando a acreditar que escrever sobre NADA é mais fácil do que imaginava...

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